quarta-feira, 30 de agosto de 2006

Eu, a Revolução Industrial e o político

Parece título de filme de Peter Greenaway, mas não é. Imaginem a cena: meio-dia, interior do Piauí, 37º, um candidato a Deputado Estadual, uma fábrica de tecidos insuportavelmente barulhenta, máquinas trabalhando a todo vapor, empregados trabalhando em condições insalubres, máscaras de proteção, um refeitório pouco asseado, montanhas de comidas nos pratos, discurso pedindo votos, almoço com a cúpula capitalista (não no refeitório, é claro, mas à beira de uma piscina maravilhosa).
Acompanhei meu pai na empreitada. Até que o processo de transformação do algodão em tecido é interessante, mas um lugar quente (vocês não têm ideia do quanto), barulhento e pouco limpo não é minha idéia de passeio aprazível.
O pior foi a empolgação do gerente (não sei se o nome é exatamente esse) da fábrica tentando me explicar todo o processo, sem que eu ouvisse uma palavra do que dizia, pois um 373-800 pareceria um simples carro 1.0 perto da barulheira das máquinas. Balançava a cabeça fingindo ouvir e entender tudo.
O que a gente não faz para agradar aos pais?

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