sábado, 17 de fevereiro de 2007

Ah, se eu agüento ouvir... Parte IX

Carnaval na Bahia e eu em Brasília; animação em Salvador e eu em Brasília (trabalhando); amigos em Salvador e eu em Brasília; família em Salvador e eu em Brasília. Se fosse em outra época, talvez, ouvir o que acabei de ouvir não me causasse tanta vontade de trucidar o primerio que me aparecer pela frente. Foi assim:
Estava analisando o pedido de alienação de uns veículos na Embaixada em Rabat quando toca o telefone. Quem era? A menina que insiste em acreditar que eu seu amigo e que gosto de sua compania deprimente. Sim, é a mesma que, de vez em quando, aparece em um post por aqui.
Comentários em itálico.
"F., você já sabe onde vai almoçar?"
"Não."
(Eu já sabia, mas resolvi dizer que não. Já consegui me livrar dela com essa desculpa algumas vezes.)
"É que eu já estou com fome e se eu souber onde iremos (repare no plural. Posso com isso?) almoçar, já vou pensar que iremos logo e engano a fome.
(Sorry, I missed the part where that´s my fuckin problem).
"ah...tá
(saco!)
"Mas eu vou almoçar com você, viu?"
(Isso é uma pergunta ou uma sentença de que meu almoço vai ser, vamos dizer, indigesto?)
"...ok"
(Tudo bem, eu poderia ter inventado uma desculpa, mas na hora me faltou imaginação).
"Quando souber, me avisa, tá?" (Fernando pessoa escreveu: "Não acredito em Deus porque nunca o vi. Se ele quisesse que eu acreditasse nele, sem dúvida que viria falar comigo e entraria pela minha porta dentro dizendo-me, Aqui estou!". Sua chance, Todo-Poderoso, de me fazer acreditar que você existe: livre-me dessa!)
"Ok".
Mode animal peçonhento: on.

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