quarta-feira, 8 de agosto de 2007

Requien for a memory

Há muito tempo não "faço amor". Falo da concepção mais feminina que a expressão pode conceber. Digo "feminina", mas quero dizer romântica, piegas, brega, estilo novela do Sílvio de Abreu (nem sei do que estou falando, mas já ouvi dizer que são sempre carregadas de dramas grandiosos). Sexo, tenho feito. Não todo dia, é claro, mas em uma freqüência que satisfaz meus instintos animais perfeitamente. Se você tem uma mente muito imaginativa e pensou "thanks for sharing", digo: foi você que escolheu ler isso aqui, portanto não reclame. Pois é, nunca mais fiz amor. Há muito tempo não sinto as duas coisas mais maravilhosas do mundo: amor por alguém e o prazer do sexo com a pessoa amada. É a conjunção perfeita entre prazer e felicidade; satisfação e alegria. E todo o resto é melhor: dormir juntos, acordar juntos e fazer amor pela manhã, mesmo sem escovar os dentes. Nada mais delicioso que o cheiro de sexo da noite anterior adormecido no pescoço da pessoa amada. A manhã torna-se mágica, completa. É o sábado perfeito e o domingo preguiçoso igualmente ideal. Tem também o sorriso: o primeiro da manhã quando ela, encabulada, acorda, olha para você e, com aquele sorriso mágico, diz, com a voz rouca, que deve estar horrível, com os cabelos despenteados, os olhos inchados e a maquiagem borrada. Bobagem! Mal sabe ela que é impossível parecer mais bela. Exatamente daquele jeito, naquele momento. O abraço também não pode ser ignorado: quente, afetuoso, sincero (é aí que sentimos o cheiro de sexo adormecido e, como lembrança da noite anterior, desperta o desejo de mais sexo. Imediatamente). Depois, fica a saudade: o cheiro dela no travesseiro, na camisa que você emprestou, porque ela, com aquele dengo disse: "Está muito frio. Empresta uma camisa", os fios de cabelo pela cama e banheiro. Nesse momento, "Without You I’m Nothing" toca na sua cabeça. Não cansei do sexo, mas quero amor. Sinto falta disso. Sinto falta de fazer amor. Faz-me muita falta.

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