Ontem, companheiro Fidel renunciou ao cargo de Comandante-em-Chefe de Cuba. Saiu da cena política a última grande figura da história mundial recente; o último líder político de expressão do século XX ainda na ativa. Perde o socialismo, o sonho (utopia) de uma sociedade igulitária, a política mundial, a história.
Mas o que ganham os exilados em Miami que, ontem, saltavam fogos pelas ruas da "cidade dos sonhos" (utopia)?
Há, meus caros, coisas mais importantes do que a tão propalada democracia, que perdeu toda conotção dos filósofos gregos e passou a significar aquilo que um certo Presidente débil mental de uma sociedade hipócrita e medíocre (pra dizer o mínimo) vomita por todos os cantos do globo. Entre elas, educação, saúde, comida e dignidade. Pergunte ao porteiro do seu prédio. Do que adianta termos um modelo de democracia "elogiada em todo o mundo", como propala recente propaganda do TST, se nossos "representates" nada mais fazem do que articular conchavos, receber propinas e intermediar negociações espúrias com empreteiros e lobbistas?
Tudo bem, Sentinela, poderiam dizer, pegue a ficha do PSTU, preencha-a, filie-se e vá fazer passeata na frente do Congresso.
Respondo: não. Há muito tempo perdi a vontade de ser cidadão nesse país. Não luto por nada, a não ser minha sobrevivência.
Se fosse cubano, lutaria.
Adeus, Fidel. Boa aposentadoria.
Hasta la victória. Siempre
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