Fugi das escandalosas e impressas em letras garrafais manchetes do Correio Brasiliense, do trânsito do Sudoeste, do bafômetro, das estúpidas leis distritais sem sentido algum que querem transformar Brasília em Londres, mas a deixam tal qual a Kabul do Taliban, das contas apertadas no fim do mês, daquele sigla idiota que é usada para fazer referência ao Governo do Distrito Federal,a qual me recuso a escrever, dos 500 sinais de trânsito sem sentido que separavam a minha casa do meu trabalho, da inabilidade do brasiliense para conduzir veículos motorizadios, daquela sala no 8º andar do Anexo I, da vista do Congersso Nacional, daquele corredor que liga o I ao II e que termina naquela lanchonete lotada de meninos de barbinhas por fazer e cuja certeza de que são importantes para o país ultrapassa os limites de minha paciência (ou do meu amor próprio), dos jornalistas pseudo-intelectuais que tomam um café à espera da próxima sessão, no Cine Academia de Tênis, do mais novo filme do Wong Kar-wai (Gus Van Sant e Chan-wook Park também servem), da nova geração de mentes brilhantes paulistanas trazidos ao Planalto Central por aquele aloprado pseudo-brasileiro de Harvard, do engarrafamento da 209 Sul, dos pretenciosos restaurantes de meia-tigela da Capital, do custo de vida parisiense em plena zona intertropical, da paisagem marciana dominante de junho a outubro, dos brasilienses carioca wannabe, da impáfia tupiniquim dos ricos e famosos de Brasília, dos flanelinhas descarados que infestam até as quadras residenciais, dos frequentadores do Pier 21, da Sabatash, da Trend, do Calaf e do Arena, de todos os brasilienses que se referem aos seus amigos e conhecidos somente pelo sobrenome, daqueles bares que ficam na beira da W3 Sul e que são mezzo carioca, mezzo paulista, dos pardais espalhados por toda parte, da burrice sem tamanho da polícia militar candanga, dos nomes idiotas das avenidas, viadutos, bairros e satellites cities do entorno, do Bom Dia DF, da Feira do Guará, dos Outdoors do Paulo Otávio, das horrendas quadras comerciais….
De todo o resto, sinto saudade imensa.
...fight it or leave it...cabrón...
ResponderExcluirhug,
El Brujo
Computador novo, quase não encontrei o caminho de volta pra cá.
ResponderExcluirSaudade de você, das revoltas relevantes, da intolerância pertinente a tudo que eu fico tolerando sem lembrar porquê. e dos melhores sons que eu conheço.
Serei pra sempre uma perdida musical na terra do axé agora?
Há esperança??????????
rs.