terça-feira, 25 de outubro de 2005

Da série grandes Tchecos.

Para Milan Kundera, tudo aquilo que escolhemos pela leveza acaba se revelando de um peso insustentável. Só que o peso da escolha pela leveza é imediatamente sentido por aqueles que foram vítimas da escolha.
Viva, Kundera! Apesar do livro se referir muito à opressão "versus" liberdade e ser ambientado nos conturbados anos de 68 na ocupada Tchecoslováquia, a escolha e suas conseqüências são temas recorrentes e, talvez, a principal vertente do livro. A escolha pela leveza (interpretação minha) é feita num momento de inflexão, de indecisão e confusão mental que nos deriva ao "peso" da escolha feita erradamente.
Sendo assim, é provável que várias vezes podemos escolher ser felizes. Só questiono a oportunidade de acertarmos novamente com as pessoas que foram afetadas por nossa leveza. Tudo deixa marcas. Cabe àqueles que afetamos aferir a profundidade da ferida e a disposição de perdoar-nos, mas, repito, tudo que fazemos deixa marcas.
Devemos ter cuidado, porém, para não tratarmos a vida com a leveza das escolhas erradas. Só assim poderemos ser felizes.

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