sexta-feira, 28 de outubro de 2005

How to be good

Não se deixe enganar: o título não é referência ao livro de Nick Hornby (que, por sinal, todas as pessoas deveriam ler antes dos trinta, mas só serve se for antes dos trinta).
Com a minha fama de mal-humorado, achei conveniente colocar o texto abaixo aqui. Achei muito bom!
Está aí para o seu julgamento.
" - Por que a gente não teria o direito de criticar, de achar certas pessoas babacas e fracas, sob pretexto de que teríamos um clima pesado e ciumento? Todo o mundo se comporta como se fôssemos todos iguais, como se fôssemos todos ricos, educados, poderosos, brancos, jovens, belos, machos, felizes, como se todos estivéssemos com boa saúde, como se todos tivéssemos um carrão... Mas isso, obviamente, não é verdade. Por isso, tenho o direito de gritar, de estar de mau humor, de não sorrir idiotamente todo o tempo, de dar a minha opinião quando vejo coisas não-normais e injustas, e até de insultar as pessoas. (Clémence)
- Estou de acordo, mas... isso é fatigante. Podemos fazer de um jeito melhor, não? (Antoine)
- Você tem razão - concedeu Clémence. - É idiota gastarmos toda a nossa energia com coisas com as quais não vale a pena gastá-la. Mais vale guardarmos nossas forças para nos divertir. (Clémence)
- E para passear na margem do rio. (Antoine)."
"Como me tornei estúpido" de Martin Page, p. 155".
Só não concordo com Antoine: para mim, fingir que concordo com aquela pessoa idiota que diz besteiras acerca de política, economia, diplomacia e bruxaria é muito mais desgastaste do que fazer cara de bonzinho e concordar com a enxurrada de asneira. É por isso que escolho bem os meus amigos...
Eu quero ser mal-humorado, estar de mal com a vida, criticar, fazer cara feia, não concordar...
Até porque eu tenho energia de sobra para fazer tudo isso, divertir-me e para passear na margem do rio (no meu caso, na margem do Lago Paranoá).

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