sexta-feira, 20 de abril de 2007

Do believe the hype


Em tempos de sucessos instantâneos e ostracismos meteóricos (alguém ainda ouve falar em The Strokes, The Hives, The Verve e outros The...?), o Arctic Monkeys já foi taxado de “salvação do rock and roll” e “luz na escuridão da música”. Surgida na cena inglesa independente do rock (assim como as maiores bandas de todos os tempos – menção honrosa à banda australiana AC/DC) no início de 2005, a banda foi catapultada ao estrelato um ano mais tarde com o lançamento mundial de “Whatever People Say I Am, That's What I'm Not”. O ótimo disco de estréia fez surgir uma esperança que aquele rock and roll, não muito diferente dos outros que surgiram na atual década, pudesse ir além de uma dúzia de músicas bem escritas, do bom vocal de Alex Turner, de guitarras distorcidas na medida certa, da bateria seca e do baixo sem malabarismos, mas competente. Mas somente um segundo disco poderia responder à pergunta: é o Arctic Monkeys a salvação do rock? Não vou arriscar a dar uma resposta direta, porém o segundo disco, que estará nas lojas a partir do dia 23 de abril, é ainda melhor que o primeiro. A banda amadureceu? Não sei. Não gosto deste tipo de comentário. É ridículo dizer que as letras são mais introspectivas, que lidam mais com o as angústias do sucesso repentino etc. Esse tipo de comentário é artifício utilizado quando não se sabe o que dizer sobre um disco novo. Bom, difícil é escolher uma música que se destaque nesse disco excepcional, mas "Brainstorm" (http://www.youtube.com/watch?v=30w8DyEJ__0&mode=related&search=), “single” lançado no dia 16/04, "D is or Dangerous" e "This House is a Circus" são bons aperitivos para o banquete que é “My Favourite Worst Nightmare". I that bet you will go crazy on the dance floor (http://www.youtube.com/watch?v=7XTULcETGqk).
Ah, como eu consegui que o disco fosse parar no meu iPod antes do lançamento mundial? Não digo.

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