quarta-feira, 23 de novembro de 2005

Missão Eventual junto à Embaixada do Brasil em Dacar.

A ansiedade continua a aumentar na medida em que chega a hora de embarcar rumo ao Senegal. Informações colhidas na internet fizeram com que eu ficasse um pouco mais tranqüilo (se é que podemos confiar no que encontramos na rede mundial de computadores). O Senegal passou na mão de Portugal, Holanda e, finalmente, os franceses dominaram o país a partir de meados do século XIII, até a sua independência em 1960. Dacar, importante porto africano, é uma cidade, segundo informações colhidas, muito aprazível e bonita. Brisa suave ameniza o calor dos meses de novembro a junho. As informações sobre a população não são muito precisas: alguns sites dizem que a porcentagem de muçulmanos na população senegalesa chega 92%; outros afirmam serem os muçulmanos 84% da população. De qualquer maneira, melhor deixar minhas camisas do Krav Maga no Brasil. A etnia Wolof representa cerca de 40% dos senegaleses. Alguns pontos turísticos são famosos com o Ilha de Goreia (significa "o porto", em holandês) na qual os escravos esperavam, em condições subumanas a partida para a Lousiana e Haiti. Mas todos me dizem para tomar cuidado com a água e a comida. Parecem não merecer muita confiança. Fui orientado a só tomar água mineral e comer aquilo que a Chancelaria me oferecer. Seguindo orientações médicas, tomei seis vacinas diferentes antes de enfrentar o continente negro (febre amarela, meningocócica, febre tifóide, pólio, anti-tetânica e hepatite B... "e o pulso ainda pulsa") . Talvez seja a melhor viagem de minha vida. Primeiro porque vou ganhar milhas, diárias muito boas e ficar em um hotel muito bom. Segundo porque acho que vou me sentir em casa (Salvador) e conhecer muito sobre a cultura africana, além de aprimorar meu francês.
Apesar de não ser minha primeira vigem internacional sozinho (depois eu conto), esta está me deixando particularmente nervoso. Vou a trabalho. Não sei quantos dias eu vou realmente ficar e não sei direito o que me espera na Chancelaria e na Residência.
Vou tentar atualizar o blog por lá, mas não sei se vai ser possível. De qualquer maneira, vou ter muito material para colocar aqui quando voltar.
E uma pergunta: por que será que quando eu digo a alguém que vou para o Senegal, a pessoa o canta "ser negão no Senegal deve ser legal" ou "Sené, Sené, Sené, Sené, Senegal, diz povão Senegal região"? Já ouvi trilhões de vezes. Não agüento mais. Acho que vou dizer que vou para a Nigéria. Não conheço nenhuma música que fale sobre a Nigéria.

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