Uma paradinha na análise de uma baixa de aparelhos de fax da Embaixada em Hanói para escrever um pouco sobre algo que me fez refletir depois que assisti ao filme "Elizabethtown".
Trata-se da questão das pessoas substitutas. Em certo ponto do filme, a personagem da charmosa (e só) Kirsten Dunst diz ao personagem do ator médio (e só) Orlando Bloom: "We're the substitute people".
Ela quis dizer que eles nunca são ou serão as primeiras opções das pessoas para um relacionamento amoroso. São apenas aqueles aos quais as pessoas com coração partido recorrem quando precisam de algo a mais que um ombro amigo. Um passatempo, estepe, segunda opção, reserva de mercado, plano B. São descartáveis, porém paradoxalmente reutilizáveis. Um amaciador de ego torturado.
Muitas pessoas alimentam-se do amor alheio. Quando o incrível ego do "vampiro" foi magoado, há sempre a possibilidade do estepe estar disponível para uma noite no qual ele(a) vai saciar sua sede por amor e carinho e, no dia seguinte, com forças renovadas para encarar a rotina, nem se incomoda em ligar para "seu energético".
Mas não somos todos vampiros do amor alheio? Não somos todos desprezíveis a ponto de querer o amor das pessoas para nós? Não estamos sempre procurando um amor para fugir de algo? Fugir do temor da solidão, da angústia que é ficar sozinho e aprendermos um pouco mais sobre nós mesmos.
Também acredito que em relacionamentos duradouros há sempre pessoas substitutas. Substitutas não sentido de "brinquedo descartável", mas no sentido de que, no fundo sempre estamos fugindo de algo e, por isso, escravizamos o amor das pessoas.
Somos todos substitutos. De um modo ou de outro. Triste, não?
Trata-se da questão das pessoas substitutas. Em certo ponto do filme, a personagem da charmosa (e só) Kirsten Dunst diz ao personagem do ator médio (e só) Orlando Bloom: "We're the substitute people".
Ela quis dizer que eles nunca são ou serão as primeiras opções das pessoas para um relacionamento amoroso. São apenas aqueles aos quais as pessoas com coração partido recorrem quando precisam de algo a mais que um ombro amigo. Um passatempo, estepe, segunda opção, reserva de mercado, plano B. São descartáveis, porém paradoxalmente reutilizáveis. Um amaciador de ego torturado.
Muitas pessoas alimentam-se do amor alheio. Quando o incrível ego do "vampiro" foi magoado, há sempre a possibilidade do estepe estar disponível para uma noite no qual ele(a) vai saciar sua sede por amor e carinho e, no dia seguinte, com forças renovadas para encarar a rotina, nem se incomoda em ligar para "seu energético".
Mas não somos todos vampiros do amor alheio? Não somos todos desprezíveis a ponto de querer o amor das pessoas para nós? Não estamos sempre procurando um amor para fugir de algo? Fugir do temor da solidão, da angústia que é ficar sozinho e aprendermos um pouco mais sobre nós mesmos.
Também acredito que em relacionamentos duradouros há sempre pessoas substitutas. Substitutas não sentido de "brinquedo descartável", mas no sentido de que, no fundo sempre estamos fugindo de algo e, por isso, escravizamos o amor das pessoas.
Somos todos substitutos. De um modo ou de outro. Triste, não?
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