terça-feira, 7 de fevereiro de 2006

Conto. Parte IV

Depois de desilusão amorosa muito forte, ele decidiu não ser mais amável com quem quer que tentasse se aproximar dele. Ainda não conseguia nutrir amor por ninguém. Tinha deixado sua namorada e família e apostado tudo naquela mulher que lhe prometera amor e companhia. Logo depois, sem qualquer explicação racional, deixou-o sozinho naquela cidade ainda estranha. Chorou, adoeceu, tornou-se uma pessoa amarga. Nunca conseguiu livrar-se da dor da perda. Ainda não. Sabe que vai passar. É pessoa muito intensa. Entrega-se com facilidade e ferocidade. No entanto, quando seus limites são ultrapassados, odeia com mesma intensidade que amou. Ele ainda estava na fase do “eu não quero, tão cedo começar um relacionamento” e aquela pessoa grudenta e fácil que o cumprimentou há pouco o fez lembrar do quanto ele não queria envolver-se.

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