quarta-feira, 20 de junho de 2007

Balada das boas.

(Mulher hetero dando sopa na balada GLS)


Algumas pessoas me questionam qual a razão de eu, hetero convicto, na maioria das vezes, e não exclusivamente, ir a baladas GLS. Primeiro, faz-se necessário esclarecer que não gosto e nunca fui a balada exclusiva (exclusivamente gay). Não por preconceito, mas porque faltam alguns ingredientes (mulheres é apenas um deles) que despertariam em mim a vontade de ir a uma delas.
Bem, aí vão as razões pelas considero ir ao Conic ou ao Landscape bem mais interessante do que ir à Nix ou à Sabatash durante o fim de semana:

I) As festas GLS são muito mais democráticas que qualquer outra balada;
II) As pessoas são mais descontraídas, elegantes, inteligentes, interessantes, extrovertidas; alegres (sem trocadilhos), interativas, sem regras sociais idiotas etc;
III) O ambiente é mais descontraído, interessante, alegre (ainda sem trocadilhos);
IV) A música é, geralmente, muito melhor do que nas baladas convencionais;
V) Grande parte dos meus amigos (gays e heteros) freqüentam esse tipo de festa;
VI) Ninguém te dá aquele olhar de reprovação quando você está bêbado e dança loucamente com seus amigos no meio da pista;
VII) A expressão "Vamos pra pista, gata" tem um significado muito diferente do que nas baladas exclusivamente heterossexuais;
VIII) As festas GLS não custam R$ 100,00 somente para sorrir lá dentro;
IX) Nas festas GLS, as bebidas não custam o preço de um rim ou um fígado no mercado negro;
X) Tem sempre uma hetero dando sopa. Esse é um ponto interessante. Creio que existam três tipos de mulheres heterossexuais que freqüentam essas festas:
a) desavisadas, que não tinham idéia de que a festa era GLS e que se sentem aliviadas quando um encontram algum hetero (geralmente eu) ;
b) amigas de algum gay que vão acompanhar o amigo na balada e que, quando percebem que nenhum dos lascivos olhares masculinos se direcionam a elas (como se, de repente, fossem tal qual a água: insípidas, incolores e inodoras), ficam mais suscetíveis a investidas dos heteros de plantão (geralmente eu);
c) mulheres que, apesar de saberem que a festa é GLS, vão somente dançar e curtir a boa música. Essas, depois da segunda dose de vodka esquecem os propósitos que as arrastaram para o lugar e adoram quando algum hetero (geralmente eu) na balada GLS lhes dão atenção;
XI) Se pisares no pé de alguém, só precisa pedir desculpas. Não há a necessidade de implorar por sua vida, já que as baladas GLS não são povoadas pelos freqüentadores das academias de jiu-jitsu e lutas afins;
XII) Não creio que seja um ambiente mais libertino (isso não é bom????) que as raves, micaretas e carnavais existentes por aí.

Não dou valor especial a nenhuma das razões acima em particular. Todas, combinadas, fazem uma balada perfeita para mim.
Pronto. Foi o suficiente para se convencer? Foi? Ótimo. Não? Da próxima vez, arrasto você pra balada dessas e você se convence.

3 comentários:

  1. hmmmmmm... não!
    (e não vou nem entrar no mérito, se não vai começar tudo de novo)

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  2. Eu queroooo.
    Me leva?
    Me leva!
    Me leva. (sério, rs).

    PS - já me disseram q não combina usar esse "sério" acompanhado do "rs"... Também já ouvi dizer q homem hetero não combina nada com festinhas GLS. O mundo anda errado. Há que diga coisas demais, enquanto eu quero apenas botar meu bloco na rua... rs.

    Beijo,
    M.C.

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