sábado, 2 de junho de 2007

Conto. Parte VIII

Obs: Post sem acentos.
Livia pediu outra dose e completou a bebida com um pouco de agua tonica. Dessa vez, tomou apenas um gole e, segurando o copo e o dedo indicador em riste disparou:
“Canalha”.
Ele sabia de quem ela estava falando: Ricardo. O segundo namorado dela em quatro meses. Ricardo era mais um cara que se aproximara dela por causa das suas obvias qualidades fisicas, mas que acabava por descobrir que o temperamento forte da Livia era dificil de aguentar durante muito tempo. Era promotora durante o dia e queria ser juiza com todos os namorados e casos. Sempre taxava os caras com quem sai'a mais de duas vezes de “namorado”. Sempre estava “namorando serio”. So parecia nao initmar os pretendentes da sua decisao. Parecia que, com Ricardo, as coisas iriam bem.
Ele riu e perguntou qual tinha sido o problema.
“O de sempre”, respondeu.
Nesse exato momento, “I Just can’t get enough”, do Depeche Mode ecoou pelos quatro cantos do Gate’s.
Livia continuou: “Os homens sempre constroem um muro de amor, promessas, planos e, de repente, saem da minha vida da maneira que entraram, sem tempo de analisar o que foi que deu errado. Tudo bem, odeio homens que gostam de discutir a relacao, mas achava que, pelo menos, merecia ser agraciada com uma explicacao que nao subestimasse minha inteligencia para por fim em um lance que parecia tao certo.”
“Quem constroi esses ‘monumentos de amor’ e voce, Livinha”, interrempeu Lucas. “Voce esta sempre dizendo que o cara que te da dois beijinhos e te levar a gozar e ‘o homem de sua vida’. Ja conheci uns tres ou quatro”, completou sem muita paciencia de ouvir as lamurias de sua amiga.

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