Não sei qual a razao nem muito menos a origem desse trauma, mas é inevitável: sinto vergonha pelos outros. Não adianta, quando alguém dá com os burros n’água, não consigo evitar passar o mesmo constrangimento do coitado. Às vezes, o único que se sente embaraçado sou eu. A pessoa que cometeu a merda nem sempre percebe a besteira e eu fico, sozinho, olhando para baixo, envergonhado, como se tivesse diante de um Tribunal da Inquisição e sendo acusado de cometer todos os pecados descritos na bíblia.
Hoje, aconteceu de novo. Durante uma reunião para definir as funcionalidades do novo programa de controle de patrimônio dos Postos no exterior, umas das analistas de sistemas presentes falou em alto e bom som: "Se a gente não PREVEU..." Repetiu a frase três vezes em menos de dez segundos. Fiquei vermelho, envergonhado e não consegui encarar nem ela, nem qualquer outro componente da mesa. O pior foi que ela nem sabia a regra relativa à conjugação verbal e nem ligou para o que falou. Este é meu karma na terra: estou condenado a sofrer pela vergonha alheia.
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