Os quatro rapazes de Sheffield subiram no palco cantando "This House is a Circus" do segundo disco "Favourit Wrost Nightmare" e a reação do público foi imediata: todos, surpreendentemente, cantavam a letra como se fossem nativos de algum país anglo-saxão. A banda que muitos consideram como a "salvação do rock" não decepciona ao vivo. A maestria musical do vocalista e guitarrista Alex Turner contagia. O cara toca muito! O baterista Matt Helders (21 anos!!!!!!) não é menos genial: os solos, especialmente em "A Certain Romance" (um dos pontos altos do show) e em "A View from the Afternoon" são tirados com fenomenal habilidade musical. Um dos melhores do mundo, sem medo de estar cometendo algum sacrilégio contra bateristas mais experientes. Os Monkyes atacaram com logo em seguida com "Brianstorm", também do segundo disco e os adolescentes presentes (cerca de 60% do público) gritavam e dançavam loucamente. Eu confesso: fiz o mesmo. Ainda mais depois de algumas doses de vodka. Impossível não se deixar levar pelo rock and roll tocado pelos meninos apenas de 21 anos de idade, em média. Pareciam meio tímidos em cima do palco, como adolescentes estreantes e não interagiram muito com o público alucinado. A partir da terceira música enlouqueci e perdi parte da compostura quando tocaram "Leave Before the Lights Come On". O show do Arctic Monkeys não é muito diferente dos disco em estúdio (somente notei arranjos diferentes em uma ou duas músicas), mas nem por isso o show deixou de empolgar a todos na tenda. Divertido, empolgante e musicalmente maravilhoso na melhor tradição do rock inglês. Cinco estrelas. E ainda tinha mais um dia de show e dois dias para curtir o Rio.
Pensamentos inúteis traduzidos para palavras mais inúteis ainda. Viva a Academia dos Renascidos e a Associação Recreativa Bico de Luz! Que a Junta do Coice esteja toda no inferno. Lasco o peixe. Sem dó.
segunda-feira, 5 de novembro de 2007
TIM Festival: Parte III: Arctic Monkeys
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