Depois do show da Juiette and the Licks, já estava excitado o bastante para ver o show do The Killers. Apesar das músicas dançantes e que empolgam (e muito!!!) nas baladas, a banda de Las Vegas não está no meu top 20 de favoritas. O dicso de estréia “Hot Fuss” aclamadíssimo pela crítica que, às vezes, não é muito especializada, vinha com as sensacionais “Somebody Told Me” e “Mr. Brightside”, com seus refrões grudentos. O segundo disco “Sam’s Town” foi menos badalado, mas está musicalmente no mesmo nível do primeiro, com destaque para a música título do cd, “Bones” e “For Reasons Unknown”. O The Killers tem a cara daquelas bandinhas americanas que vão diminuindo o número de hits até cair nos ostracismo total à medida que vão lançando novos discos. Mas a expectativa nao tinha nada a ver com a excitação de ver um ídolo tocar. Há um ano, num frio de final de outono e sob chuva fina e irritante em Amsterdã, nao consegui ingresso para o show do Killers e a frustracao foi grande. Desde entao, o pesseio na Europa e tudo que sentia à época vêm à tona quando ouço as músicas do The Killers. A frustraçao de nao ter visto o show trazia, instantaneamente, a frustracao de um relacionamento que também nao deu certo (if I only knew!!!!). O que seguiu depois da primeira música (Sam’s Town) foi uma sessao de exorcismo na qual eu e A. expulsamos todos os fantasmas que nos atormentavam e nos deixamos levar pelo delírio e por “otras cositas también” até o último segundo do show. O mais impressionante foi o público. Cantaram todas as músicas com tamanho furor que devem ter deixado Marcelo Camelo (Los Hermanos), presente no show, com uma pontinha de saudades - ou inveja - da empolgaçao do público cantanto daquele jeito. Foi fenomenal! Foi a cereja no topo do Sundae (será assim a expressão???) do TIM. Reservem minha passagem para o ano que vem.
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