sexta-feira, 23 de novembro de 2007

Tim Festival Parte III: Juliette and the Licks

Rock sempre foi mais do que a música. Rock and roll é atitude, estilo de vida, presença de palco e um pouco de loucura. É evidente que a música é o principal ingrediente da recita desse bolo, mas nao podemos olvidar do resto. E a Juliette Lewis tem tudo isso. Sempre fui meio cético quando atores inventam dar outros rumos artísticos às suas carreiras. Quase sempre descambam para o caricatural. Nao faltam exemplos disso. Atores sabem dissumular e quase sempre conseguem. Esperava o mesmo dela, mas desta vez fiquei surpreso. Já tinha ouvido à exaustão e adorado o disco “Four on the Floor” e estava ansioso pra ver a performance de Juliette à frente de sua banda. O show foi frenético com a cantora interagindo com o público e realizando performances dignas dos astros de rock como Jim Morrison e Kurt Cobain. Os Licks nao sao um primor de banda, mas também nao decepcionam com um show dançante, empolgante e com muito rock and roll. Juliette Lewis conversou com o público (disse que ser atriz foi um acidente, que sempre quis ser cantora para vir tocar no Brasil), saudou a todos segurando a bandeira brasileira e, em um excesso de entusiasmo, pulou na galera e cantou nos ombros de um fã. Li uma crítica dizendo que o show foi um enorme clichê, com atitides manjadas e uma banda sem talento. Não concordo. Foi atitude rocker o tempo todo, com a cantora dando a impressão de que estava realmente curtindo tudo aquilo. E deixou tudo bem claro quando tocou “Get up”, cujo refrão “now you’ve got yourself a rock and roll band” incendiou a tenda do TIM. A interação com o público veio instantanemente. Apresentação digna de Grammy e não de Oscar.

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